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Deixe-me contar uma coisa: você é substituível.
Não, não adianta olhar para seu dedo da mão e dizer para si "só eu tenho essa digital, sou único".
O fato de ser "único" não se confunde com o fato de poder ser substituído.
Você não é o centro do universo.
Você não é o centro da vida da empresa em que trabalha.
Você não é o centro do concurso que presta.
Você não é o centro da vida de ninguém.
Talvez você tenha dado a sorte de ser o centro da vida da sua mãe. E só. Porque mãe é mãe.
Se você não se mover, o universo continua existindo.
Se você pedir demissão, a empresa continuará produzindo.
Se você desistir do concurso, alguém passará na vaga que poderia ser sua.
Se você desistir de alguém, a pessoa continuará vivendo.
Se você fugir de sua mãe, bem... Talvez ela corra o tempo todo atrás de você.
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domingo, 17 de maio de 2015
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