segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Mais uma vez...


E aí eu sorri, sem querer
Experimentei aquela sensação de alívio
Pude ver a esperança surgir de novo
Ainda que seja por pouco tempo
Pelo menos esta noite
Posso sonhar em paz.

sábado, 20 de dezembro de 2008

O que faz você feliz?

"A pausa para pensar
Sentir o vento, esquecer o tempo
O céu, o sol, um som
A pessoa, ou o lugar?

Rir e brindar à toa
Um filme, uma conversa boa
Fazer um dia normal virar uma noite especial

Afinal, o que faz você feliz?"

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Superficialidade

Comparsa da curiosidade
Cobiçada pela inexperiência
Enganosa, falsa, ilusória
Antônimo de profundo
Prega que este não existe
Infame, mentirosa, egoísta
Confunde e dá as costas
Abandona e não se importa
Infeliz, podre, maldita
Superficialidade

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Sementes


"... as sementes são invisíveis. Elas dormem no segredo da terra até que uma cisme de despertar."

Semeadores por toda parte
Arado, lavradores, preparação.
Infinitas espécies na mesma terra
Segredo, invisibilidade, silêncio.
Às vezes tardia
Distração, despertamento, repente.
Olhos e mentes abertos
Rompimento das amarras
Mudança, descoberta, libertação.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Etreinte

(Etreinte¹ - Picasso²)

Poderiam ficar apenas se olhando a noite inteira.
Podiam conversar pelos olhos. Palavras eram desnecessárias.
No abraço confundiam-se num só.
Sentiam o pulsar de seus corações. Juntos, no mesmo compasso.
Harmoniosamente.
Não se importavam com o que acontecia lá fora.
Quando juntos, o mundo parecia parar de girar, o relógio de correr, a vida acontecer.
Bastavam-se. Suas necessidades supriam-se um no outro.
A respiração... insegura. Profunda. Controlada.
O toque quente das mãos. Deslizando. Delicado.
Devaneio. Sensações. União.
Clímax.
No abraço confundiam-se num só. Poderiam ficar assim a noite inteira.
O coração, a respiração, a vida... no mesmo compasso.
Harmoniosamente.
Bastavam-se.

¹ abraço
² Adicionado efeito "cutout" do Photoshop.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Barack Hussein Obama II


Martin Luther King Jr. tira Malcom X pra bailar e ambos dançam a noite inteira de 04 para 05 de novembro de 2008.
Eleito o primeiro presidente afro-americano dos Estados Unidos.

O "Comandante-Chefe" do mundo (os americanos mandam em tudo e em todos) tem nome de terrorista: Barack Hussein Obama II - todo americano vai se lembrar de Saddam e de Bin Laden quando se referir ao seu presidente.
Ele tem "apenas" 47 anos, nasceu no Havaí, filho de um economista queniano e uma antropóloga americana.
É graduado em Ciências Políticas pela Universidade Columbia e em Direito pela Harvard.
Foi o primeiro afro-americano a ser presidente da Harvard Law Review.
Foi eleito com 70% dos votos, senador pelo estado de Illinois. É o único senador afro-americano na atual legislatura.

Barack Obama é um fenômeno.

Se não houver "progresso" ou "esperança" em sua gestão, não faz diferença.
Se ferrar o mundo inteiro, pelo menos, não terá sido o primeiro a fazê-lo.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Lindezas


Depois de uma breve temporada entupindo-me de música brasileira, trair a Ana Carolina com o Seu Jorge e, por fim, acabar trocando os dois pela Paula Lima, voltei aos gringos.
Foi inevitável.
Fuçando em alguma comunidade do Orkut (sim, eu fuço muito nas comunidades lá. Viva o Rapidshare e os "upadores" de plantão!), deparei com um comentário do tipo: "Boxer do The National é lindo". Uma simples afirmação que um cidadão usou para responder a um tópico. Não sei se por causa do sono (quando li devia ser umas 2h30 da "manhã"), ou qualquer outro motivo, li a frase umas quatro vezes pra processar a informação.

lindo adj. 1 Agradável à vista; belo, formoso, bonito. 2 Garboso, elegante. 3 Delicado, primoroso. 4 Aprazível, agradável.

Não é o adjetivo que as pessoas costumam usar para se referir a um CD (pelo menos não as que eu conheço). Diz-se que o CD "é muito bom", os mais chulos (tipo eu) dizem que é "bem loko" e, quem elabora um pouco mais o comentário, vai mais fundo com "é um trabalho bem feito, bem produzido e blá blá blá".
Fui atrás de "Boxer do The National".
E é lindo!
Como não sou "crítica de música" (e essa não é a finalidade do post) vou me dispensar de comentar sobre o CD em si.

E o barítono Matt Berninger, me fez lembrar de um timbre "lindo" que eu ficava ouvindo há uns anos atrás, quando fui "apresentada" a ele no Ensino Médio, pela Luisa.
Fui atrás dele de novo: Tilo Wolff.
O vocal, os arranjos, o idioma. Baixei de novo.
Elodia é lindo.
"Ich verlasse heut dein herz" é linda.
Tilo Wolff... não é lindo. hahaha

Numa entrevista que Tilo Wolff deu antes de Lacrimosa vir ao Brasil (em 2004), ele disse:
"Eu descobri que algumas pessoas começaram a refletir mais sobre sua vida interior (introspecção) depois de ouvir o Lacrimosa. (...) Parece que o Lacrimosa ajuda com que (...) conheçam seus sentimentos".

Assim sendo, sigo em meu período ultra-introspectivo, com trilhas sonoras "lindas".

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Reflexos


Às 3h30 da madrugada ela encarava o espelho. Olhava-se profundamente.
Analisava os traços de beleza que ele tanto elogiava, mas que ela nunca tinha reparado.
Os olhos de um castanho bonito, as sobrancelhas bem feitas. O nariz beira a perfeição. E a boca, antes objeto de gracejos quando criança, agora mostrava-se em perfeita harmonia com o restante.
Sorriu. Admitiu a si mesma que as palavras dele eram verdadeiras. Ele era sincero.
Ficou ali parada. Admirando-se.
Na manhã seguinte andou de cabeça erguida pelas ruas. Olhou as pessoas nos olhos.
Sentia-se capaz. Poderosa. Poderia aventurar-se a conquistar o mundo. Mas nem precisava de tanto.
Bastava conquistá-lo, pois para ela, ele era seu mundo.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Epitáfio - o dos Titãs


Se tem uma letra de música que, hoje, me deprime é Epitáfio, dos Titãs.
Lembro que quando a música estava "nas paradas de sucesso", eu cantava ela no maior gosto. Até parar pra prestar atenção no que estava cantando... Não, eu não quero chegar em algum momento da minha vida e "poder" cantar Epitáfio, de verdade.

E aí eu tava sem nada pra fazer à 1h30 da "noite".
Acometida d'uma nostalgia, fui ouvir My Guitar Lies Bleeding In My Arms - Bon Jovi.
Bon Jovi me remete a uma fase bacana da minha vida.
Ou melhor, uma fase que era pra ter sido bacana. Mais do que, realmente, foi.

Bon Jovi foi rolando... E eu fui olhando algumas fotos (poucas) que restaram aqui no PC dos "bons tempos". E, poxa!, eles poderiam ter sido "ótimos tempos".

Mas que se dane.
Ainda não dá pra voltar no tempo (sim, um dia nós conseguiremos!), mas quando der, sei exatamente a qual época será minha "primeira viagem".

Amemos mais, choremos mais, vejamos o sol nascer.
Arrisquemos, erremos, façamos o que queremos fazer.
Aceitemos as pessoas como elas são...
Compliquemos menos, trabalhemos menos, vejamos o sol se pôr.
Importemo-nos menos com problemas pequenos, morramos de amor...
Aceitemos a vida como ela é...

E não tenhamos motivos pra cantar "Epitáfio" com gosto, deixa isso pr'os Titãs!

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Bolha

Foi depois de assistir "Vh1 Rock Honor - The Who" e ver Wayne Coyne, do The Flaming Lips (foto) entrando em cena dentro de um bolha, que fiquei pensando como deve ser maneiro estar "dentro" de uma.
Lembrei-me também de Diego Hypólito que antes de sua participação nas Olímpiadas, em Pequim, ao referir-se à concentração para a competição soltou a frase - "estou vivendo na minha bolha".
E cheguei à conclusão [óbvia] de que muitos de nós vivemos em bolhas, não como as de Coyne, mas mais parecidas com a de Diego.
Em meus [saudosos] tempos de ensino médio eu "descobri" o discman - hoje, se perguntarmos a uma criança de 8 ou 9 anos se ela conhece "discman", pasme! Ela nem imagina o que é (comprovado!). Gravei um bocado de CDs do Bon Jovi e ouvia todos os dias, praticamente o tempo todo - indo pra escola, durante a aula, no intervalo, voltando pra casa (ahá! t'aí o motivo porque eu sei quase, se não, todas as músicas!).
Naquela época (até parece que faz tanto tempo assim!) em que mp3's de 512Mb custavam mais de R$100,00 (na Santa Ifigênia) e era difícil escolher 99 músicas pra colocar na aparelhin' (sim, eu demorava um tempão!), tive a felicidade de ganhar um. E desde então, fiz do mp3 "parte do meu corpo" - minha mãe me vê saindo de casa - pego a mochila, o bilhete único, esqueço o celular, boto o mp3 no bolso, os fones na orelha, ela diz: "Esse negocinho parece uma parte do teu corpo. Você não enjoa, não?". Não, eu não enjôo.
Meu pânico de ficar sem pilhas na rua é tão grande que tenho 6 (isso mesmo! 6!!) pilhas-reserva na mochila. E claro, várias vezes já me peguei pagando R$ 5,00 em pilhas Duracell em banca de jornal, farmácia, lojinha, só porque esqueci as recarregáveis em casa (eis o motivo porque não consigo trocar de aparelhin'... Os outros são a bateria e o fato de a bateria acabar e eu não poder trocá-la ou carregá-la na rua me apavora!).
Meus dias têm sido acompanhados por Seu Jorge, Ana Carolina e Paula Lima, com raras variações. Saio de casa de manhã já com a "trilha sonora" tocando, ao entrar na lotação, dependendo do motorista, tiro o fone de uma orelha para lhe dizer "bom dia" e ouvir a resposta (já que o som é tão alto que se eu não tirar tenho que fazer leitura labial). Coloco de novo. Só tiro na porta da sala de aula. Quando acaba a aula, já saio da sala com a orelha ocupada. Só tiro quando entro em casa.
Praticamente o tempo todo que estou sozinha, tenho meu fiel par de fones pra reproduzir um som agradável aos meus ouvidos. Que eu me lembre, não vou sem eles pra lugar algum. Não mesmo.
Decidi sair da bolha (sim, é uma espécie de bolha), pelo menos por um dia. Nem levei o aparelho na mochila pra não "cair em tentação". Deixei-o em casa. Sozinho e desolado.
Quando saí na rua, notei que é incrivelmente barulhenta pela manhã! Lotações que passam correndo, pessoas que conversam alto demais no ponto de ônibus, crianças que gritam com os pais quando estão indo pra escolinha e por aí vai.
E o barulho só piora. Na lotação que tomo pra ir pra facul tem um bocado de estudantes. E como falam! Eu hein... Cada assunto chato, que só ouvindo, ou melhor, nem queira ouvir. E as músicas que o motorista deixa tocando? Gosto da Beyoncè, mas ouvir seus gritos pela manhã não é nem um pouco agradável.
Enfim...
Na volta de novo: barulho de ônibus (já que tenho que voltar por um caminho mais movimentado), de caminhão, de buzina de carro, buzina de moto. Motorista que canta - "não diga que ele não vem...". Ou diz pra o passageiro que pede uma informação - "Eletropaulo? Cuidado com a Eletropaulo, viu? Ouvi dizer que tão dando choque em todo mundo. Mas se você ainda quiser ir lá, desce aqui, atravessa a faixinha quando o farol fechar - espera fechar, viu? que é logo ali. Mas cuidado com o choque!". E, não, o cidadão não tinha problema nenhum. Era uma pessoa comum, diria até "normal".
Mas sair da bolha tem lá suas vantagens. Ou desvantagens - ainda estou em dúvida. Por não estar com um "empecilho" à sua atenção, as pessoas conversam com você. Uma da sala de aula até o ponto de ônibus, outra na hora de descer do busão e mais um de um ponto até o portão de sua casa. Motoristas te cumprimentam e vão além do "bom dia". Vizinhos te vêem e puxam assunto.
Eu não sou uma pessoa sociável, ou melhor, costumo não ser. Prefiro "bolha", Jorge, Paula, Ana... Mas é bom interagir com o mundo "exterior". Ainda que seja barulhento, desgastante ou cheio de conversas chatas e formais.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Professores [não] aloprados


Esse seria um post apropriado para 15 de outubro. Mas a inspiração pra escrevê-lo veio hoje.

mestre: sm 1. Aquele que ensina; professor.

Poderia citar o nome de todos os meus professores, desde o Jardim I até o 6º semestre da faculdade. Mas citar por citar de nada adianta. Interessa saber como e por que me lembro deles até hoje.

Em ordem mais ou menos cronológica.

Minha primeira professora: Giselle. Me ensinou a ler com uns 4 anos de idade. Brincando de "escolinha". Não, ela não tem um diploma, não fez magistério nem faculdade. Mas me ensinou a ler e eu já entrei no "C.R.I. - Centro de Recreação Infantil" sabendo. Obrigada, Gi. Sinto muito por não ter o mesmo dom que você e só conseguir ensinar os teus filhos a bagunçar.

Janeth. Não consigo esquecer... Caso peculiar: tem o mesmo (mesmíssimo!) sobrenome do meu pai. E, mais, a família dela também é da Bahia. Ainda acho que trata-se d'uma parente distante.

Sérgio. Agradeço a Deus por nunca ter tido aula com você. Mas, valeu pelas "não-advertências" nos tempos de "ginásio" (Ô, Isaac Newton...). Cá entre nós, a gente sabia que era pura marcação dos professores, né?

Rosa. Ah, Rosa! Queria chegar logo na 8ª série pra ter aula com você e ficava disfarçando, falando pra os outros que você era uma chata. Aprendi com você.
Até hoje carrego comigo que "ciúmes é doença. Não tem essa de ter um pouquinho de ciúmes pra relação ser saudável".
E depois de dizer que "quem pratica a arte de adivinhar o futuro examinando a linha das mãos" é mentiroso, nunca mais esqueço da sua gargalhada e correção: "é mentiroso também. Mas pra aula agora, é quiromante, menina!".
E o "mim não faz nada, eu faz tudo"? Nunca mais consegui falar errado.
Deus te abençoe!
E eu lembro que você me dava dois tapinhas no rosto e me chamava de "danadinha", viu?

Gérson. Você quase conseguiu me ensinar matemática. Mas de você, carrego outros ensinamentos como, por exemplo, "não coloca muito amaciante nas roupas porque dá bolinhas. O amaciante quebra as fibras e aí dá bolinhas".
Ou então, "na época do racionamento [de energia] eu passava só a frente da camisa, perto dos botões. Eu uso jaleco, pra que passar a camisa toda? Tem que economizar!".
Você era um pouquinho sério quando tava nervoso: "a única coisa que nunca vão poder tirar de você é o conhecimento. Então valoriza o que teu pai tá pagando aqui e aprende!".
Lembra do lance da dor de cabeça? "Quando eu tiver uma mulher, na hora de ir pra cama já vou levar o comprimido pra dor de cabeça e a água pra ela. Se ela olhar pra mim e falar - 'não precisa, não tô com dor de cabeça'. Já era... Aí vai e não tem desculpa!" ahahaha
E o sabiá? "Na minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá: sen(a+b) = sen a · cos b + sen b · cos a". Não uso isso pra nada, mas lembro do sabiá.
E outras... "G, de Gérson gostoso".

Mestre Alexandre. Acima de tudo, me fez enxergar que dentro da minha caixa craniana havia um cérebro "louco" pra ser usado. Obrigada, você me fez aprender a pensar, a questionar, a contrariar. Parte do que eu sou hoje (se é que sou alguma coisa), grande parte, eu devo a você sim!

José. Eu não gostava de estudar biologia, não mesmo. Mas tuas aulas eram bacanas. Você é bacana.
"Oi, gente. Passei aqui pra avisar que tô indo viajar pra China, vou conhecer Pequim e vocês vão ficar aqui estudando". E a pergunta besta - "onde você arruma esse dinheiro, José?". E a resposta pior ainda, que eu não vou colocar aqui (agora com esse lance de PLC 122/2006 tem que tomar cuidado com o que escreve-fala... ahahaha).

Eu nunca tinha parado pra prestar atenção nas manhãs da cidade de São Paulo até conhecer Colbert. Amante da cidade. Perito em Teoria Geral do Estado e Ciência Política. Mestre. Te encontrar no 1º ano da faculdade faz uma diferença enorme. Nenhum outro professor faz um "discurso de último dia de aula" como você. Ouvir tuas palavras, dá um "gás" a mais pra enfrentar os 4 anos que vêm pela frente. "Nos vemos em outras academias!" Naquelas em que a gente passa a noite sentado, conversando, bebendo e discutindo o sentido da vida. E não confundam "bife a milanesa" com "bife ali na mesa".

* E num acesso de "xaropice" pedi transferência de campus e período na facul. Não agüentei, em menos de 2 meses voltei. Deu saudades de:

Volúsia, que ensina como ninguém. Se eu aprendi algo de direito constitucional ou administrativo, o mérito é todo teu.

Mário Sérgio. Mestre. O direito penal até fica legal nas suas aulas - "é o único ramo do direito que não ensina mentiras. O direito do trabalho diminui minutos pra efeitos de trabalho noturno, o direito civil diz que navio e avião são bens imóveis...".
E há ainda a sua excessiva preocupação com o "11º semestre dos acadêmicos de Direito". Valeu.

Flávio. Dos tantos professores de direito civil que já cruzaram o caminho da minha turma, você é excepcional. E quando eu tiver filhos não os levarei à Disney, não. Vou levá-los a lugares onde eles possam, realmente, aprender algo importante.

** E não é só na "escola" que há professores!

Camila. Fui de uma de suas tantas turmas do CNA. E dos tantos professores que tive lá, você foi especial. Pelo ritmo da aula, pelo seu jeito de explicar, pelos gritos, pela alopração. Foi só um semestre, mas foi bacana.

Luis. Não sei pra que fui fazer curso de espanhol. Mas foi legal. Lembro de você defendendo seu país com unhas e dentes (quando algum infeliz perguntava se lá tinha prédio, carros... ahahaha).
Menosprezava o Brasil. Dizia que a educação aqui era ruim, que nós não sabíamos tomar café da manhã (pra nós, brasileiros, frangos não foram feitos para serem consumidos pela manhã!) e que não tínhamos saúde porque não andávamos de bicicleta. E eu sempre pensei "se é tão ruim assim, o que você tá fazendo aqui?".

Paulo. Natação. Quase me fez acreditar que eu podia, realmente, nadar com um tempo bom o suficiente pra participar de competições. Foi quase, porque antes que isso, efetivamente, acontecesse dei vazão a um problema de saúde e parei a natação. Mas valeu. Eu lembro de você, as lembranças são boas...

Israel. Músico que eu admiro. E admiro muito (mais ainda porque foi o único que fui ver tocar num auditório no MASP!). Não só tocando, mas conversando, sorrindo, ensinando. Abriu meus olhos... Me fez enxergar que minha "inteligência musical" poderia ser desenvolvida se houvesse dedicação. Meus primeiros passos (dados tardiamente, na minha opinião) em música de verdade... Teoria e teoria. Prática: flautinha doce. ahahaha. Valeu.
Se você não tivesse participado dos meus sábados de manhã, talvez eu tivesse desistido desse lance de me dedicar a instrumentos musicais e quem sabe nem música eu ouviria mais! (exagero, exagero!)

Fernando. "Baterista é tudo folgado, tudo doido..." diz a minha mãe. E, durante um bom tempo, eu tive essa opinião (ou me "apoderei" dela, sei lá!). Mas aí você apareceu e "contrariou"! ahahaha. Mestre. Não dá nem pra descrever. Deixa quieto... Quando eu encontrar palavras eu volto aqui e escrevo.

Mestres,
"Todos nascemos originais e morremos cópias" (Carl G. Jung).
Se for pra copiar vocês, por mim tudo bem.

sábado, 6 de setembro de 2008

Solução Tabajara para a cidade de São Paulo

Conversando um dia desses sobre política (ou não), depois de ler uma notícia-matéria em que Paulo Maluf sugeriu que ganhará as eleições [para prefeito de São Paulo em] 2008 o "candidato que mentir mais" (se for assim, ele já está garantido no gabinete da prefeitura no próximo ano! haha), encontrei o que seria a melhor [?] solução para a cidade.
Depois de pegar um desses folhetinhos (ou quase folha A4 - para as próximas eleições, acho que os candidatos mandarão entregar alguns cartazes impressos em A3 nas portas das faculdades!) vi que abaixo do rosto estampado no dito cujo tinha algo do tipo "coligação todos-os-micro-e-nano-partidos-de-esquerda-do-país". E aí surgiu a idéia [brilhante!]. Devia haver uma coligação PT-PSDB-PP-DEM!

Sim, é uma idéia brilhante.

Marta Suplicy cuidaria do transporte. Não há como negar, pra quem anda de "Mercedão", a renovação da frota foi boa. E o que dizer do bilhete único? Outro fulano pode ter "aperfeiçoado", mas a idéia inicial foi dela e ponto final (e "não-aperfeiçoada" era melhor: ônibus ilimitados por duas horas!). Eu NÃO acredito nos "47km de metrô em 4 anos". Não mesmo. E também não boto fé em "228km de corredores de ônibus". Impeçam-na de criar taxas e deixem-na se dedicar única e exclusivamente ao transporte público. Não duvido nada de que em pouco tempo andaríamos em ônibus com ar-condicionado! haha
Geraldo Alckmin é médico. Sei lá o que isso significa, ou o quanto ajuda, mas acredito que ele daria uma atenção especial a área da saúde. Quem sabe na educação e talvez na segurança pública. Mais, prendam-no em uma sala com uma cadeira confortável, bem ventilada e com um frigobar, com a dura missão de cuidar de impostos e crescimento econômico. Vai sair algo que preste de lá. E, claro, não deixem-no lidar com publicidade e propaganda. Nunca!
Paulo Maluf (ah! Maluf!)... Que "rasgue" estradas por toda a cidade. Adicione pistas às principais já existentes. Amplie, amplie, amplie os lugares por onde os carros possam passar. Sabe fazer isso como ninguém.
Quanto a Gilberto Kassab... Um sortudo qualquer que caiu de pára-quedas pr'os paulistas (ou paulistanos? eu sempre confundo isso! Enfim...). Deixa o Kassab lá num cantinho. Assim mantém a cidade limpa (odeio outdoors e placas enormes) e as crianças continuam levando leite Ninho pra casa (uns criam, outros aperfeiçoam...).
E por aí vai... "Cada macaco no seu galho". E os outros [tantos!] assuntos, que eles discutam em grupo (mais que uma cabeça, pensa melhor que uma. duh!).
Pra terminar: pega o candidato da "coligação todos-os-micro-e-nano-partidos-de-esquerda-do-país" e bota pra fiscalizar a corja.

Viva São Paulo. A "melhor" cidade do mundo!

*Não. Eu não li "promessas de governo" de ninguém e nem assisto "bizarrice eleitoral gratuita". Este post não tem fundamento.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Homem de palavra!

Minha idéia inicial era escrever só um texto sobre as Olímpiadas em Pequim, após o término, fazendo um "balanço-zuação" geral da participação brasileira. Mas ao me deparar com essa foto do Phelps na internet, não aguentei esperar.

"Ele (Spitz) tem sido o maior até agora, mas vou tentar algo nunca visto" e reconheceu "vai ser difícil".

"... Ele não tem controle controle nos revezamentos (...) depende de seus companheiros e de uma boa saída (...) E não tem o recorde mundial dos 100m borboleta (...) Mas, com base em minha experiência e o que já vi dele, diria que tem grandes possibilidades". "Se existe alguém que pode fazer isso, é o Phelps. Mas não acredito que isso vai acontecer", acrescentou.
Palavras de Ian Thorpe.

E no revezamento 4X100m, Phelps "dependia" Jason Lezak, que garantiu o ouro para os americanos com uma parcial, impressionante, de 46.06'.
E nos 100m borboleta conseguiu bater à frente do sérvio Milorad Cavic 1 centésimo de segundo.

Pronto. Foi difícil, mas ele conseguiu algo nunca visto.


Agora um negocin' cômico que eu achei por aí.
Está mais do que justificada a queda de Diego Hypólito: um anel de São Jorge que o infeliz ganhou da mãe.

"A confiança no ouro no solo brilha tanto quanto um anel com a imagem de São Jorge que usa na mão direita. Um presente da mãe Geni para protegê-lo neste momento especial.
- O anel será a primeira coisa a entrar na minha mala para Pequim - disse."

Quem em sã consciência desfila com anel do santo padroeiro de um time de Segunda Divisão por aí?
Quem não se lembra da estátua do santo caindo ao final da procissão no Parque São Jorge há 4 meses atrás?
Tem que ser muito orelhudo (!) pra usar um anel desses.

E mais, questões musicais:

Tem gente querendo enquadrar o rap de Lil Wayne, ouvido por Phelps na beira da piscina como doping.
Segundos os estudos, que divulgam como o corpo reage à música, os sons podem ter influências sobre a taxa de respiração, a qual altera os níveis de oxigênio no sangue.
A pesquisa mostra que a música causa melhor saturação de hemoglobina com o parâmetro de oxigênio, comparado com iniciativas sem música, indicando incremento na taxa de transferência de oxigênio (método considerado proibido em competições de acordo com o Código Mundial Anti-Doping, artigo M1, atualizado em 2008).

Enquanto isso, Hypólito "leva sempre seu computador, seu iPod para escutar música, coisas assim para relaxar... Gosta de música evangélica, Ivete Sangalo e um pouco de música brasileira".

Eu não tenho nada contra música brasileira, nem evangélicas...
Mas talvez os estudos até estejam certos, haja visto o desempenho dos dois atletas em Pequim!

Phelps prometeu e cumpriu. Cielo prometeu e cumpriu. Diego prometeu e caiu.

Obs.: eu não sou supersticiosa, sou corintiana e ouço música evangélica. Mas eu curto tirar um sarro mesmo!

Desilusão


AMADURECIMENTO


"A idade vai chegando e, com o passar do tempo, nossas prioridades na vida vão mudando... Principalmente a busca pela felicidade e pelo grande amor da nossa vida.
Na juventude ficávamos nos perguntado - "quando será que vai chegar?". E a cada nova paquera, a pergunta surgia - "será a minha alma gêmea?". Fazíamos planos, escolhíamos nomes dos filhos, o lugar da lua-de-mel e, de repente... *plaft*.
O tempo faz a procura ser mais seletiva. Passamos a procurar alguém que seja bem resolvido, inteligente, com aquele papo que nos deixe sentados no bar o resto da noite.
Passa-se a valorizar alguém que saiba cuidar da gente, que não reclame em trocar aquele churrasco dos amigos pelo aniversário da sua avó, que sorria de felicidade quando nos olha, mesmo de short, camiseta e chinelo.
(...)
Vamos percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa é preciso, em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe-se, também, que quem amamos (ou imaginamos amar), e que não corresponde à nossa expectativa, definitivamente não é a pessoa certa.
Aprendemos, com o tempo a gostar de nós mesmos, e, principalmente, a gostar de quem também gosta da gente.
(...)"

Texto piegas! "Editei" porque além de piegas é uma espécie de "e-mail auto-ajuda". Piegas até vai... Mas "auto-ajuda", ninguém merece!
* Me senti "velha" (ou com a "idade chegando") ao lê-lo. Afinal, minha "procura" sempre foi "mais seletiva"...

E depois de reclamar que "ele" não aparece, não liga, não dá satisfação... E quando "ela" tá achando que vai esquecê-lo, lá está ele: bonito, cheiroso e sorridente pra fazê-la esquecer de toda a raiva que ela queria sentir, vira pra outra e fala:
- E você? Tem que arrumar um "namoradinho" (sim, essa foi a expressão) pra eu conhecer.
Ao que ela responde:
- E eu lá tenho cara de quem arruma "namoradinho"? Quando for pra arrumar, vou arrumar um homem (!) pra casar. E te aviso quando tiver com a data marcada!
Não. Esta não é uma resposta típica de quem não está namorando e procura uma desculpa pra isso. Neste caso, trata-se simples e puramente de uma pessoa que não tem paciência, nem tempo pra perder, com "namoradinhos" e, sempre quis, "alguém bem resolvido, inteligente, com aquele papo que a deixe sentada no bar o resto da noite" (talvez este "sempre quis" seja um exemplo daquele lance de "desde sempre", sabe?).

Ninguém quer sofrer uma desilusão - fatalmente acontece a qualquer ser-humano, mas se pudessem escolher, pulariam essa etapa da vida.
E eu (juro que!) não entendo por quê.
Não, eu não sou uma pessoa insensível que tem prazer no sofrimento dos outros e, muito menos, masoquista.
Mas a desilusão é necessária.
O que seria da poesia, da música, da vida se não houvesse desilusão?
Não dá pra viver sem dor. É o tipo "mal necessário". É o ingrediente principal das músicas que carregamos em mp3/4/5 e iPod's por aí, das poesias que lemos e nos encantamos, do sentido da vida (e quem sou eu pra falar sobre "sentido da vida"?).

"Há tantos que vivem sem viver um grande amor..." Não. Estes apenas sobrevivem... Quem vive são aqueles que viveram, sim, um grande amor ("eterno enquanto durou" e, depois, ela: a desilusão).

Um "viva" às canções de Ana Carolina (que é quem estou ouvindo agora).
Dois "vivas" aos "amadurecidos".
E três "vivas" pra única, incomparável, essencial: desilusão!

* este é mais um daqueles textos que eu escrevo à 1h00, publico e (num gesto de sanidade) acabo deletando depois!

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Google Brasil assume administração do Orkut


Planejamento, controle e administração do orkut saem da Califórnia. Produto será tocado pelo escritório mineiro do Google.

A equipe de desenvolvedores do Google em Belo Horizonte vai assumir o planejamento e administração da rede social da empresa. O produto - que é muito mais popular no Brasil que nos Estados Unidos, onde foi criado por Orkut Buyukkokten – será agora gerenciado pela divisão brasileira do Google.

De acordo com a companhia de internet, o trabalho de planejamento fica com o Brasil, mas o desenvolvimento e engenharia será dividido com a divisão indiana da empresa. Além do Brasil, a Índia concentra grande quantidade de usuários do orkut.

Toda infra-estrutura, como servidores para armazenar os dados, segue na Califórnia. O Google comprometeu-se, no entanto, a replicar em servidores brasileiros o conteúdo criado por internautas no Brasil.

Esta medida foi acertada entre a direção da empresa e o Ministério Público e visa evitar que investigações sobre crimes cometidos no orkut por brasileiros dependam de autorizações da Justiça americana para, por exemplo, quebrar o sigilo de alguém acusado de crimes online.

(Felipe Zmoginski, do Plantão INFO
Quinta-feira, 07 de agosto de 2008 - 15h42)


Afinal, são os brasileiros que perdem mais tempo do que o necessário "fuçando" em comunidades e (por que não?) perfis de outras pessoas, a fim de "cuidar da vida alheia". E, claro, são os pedófilos brasileiros que têm feito uso dos álbuns privados para expor suas práticas repugnantes [livremente].
As idéias nascem nos EUA (ou em qualquer outro lugar do mundo) e nós, brasileiros, cuidamos de transformá-las em vícios e utilizá-las para práticas asquerosas.

Viva o Brasil!

sábado, 9 de agosto de 2008

Bon Jovi


"O disco está tão grandioso que vai poder ficar em turnê pelo resto da vida".

A frase acima é de autoria de Timbaland, referindo-se ao próximo álbum de Jay-Z, que vai produzir (modesto, não?).
Mas como o próprio título já diz, esse é um post sobre a banda Bon Jovi. O por que da frase então? Porque eu sempre pensei isso sobre o álbum de 1995 da banda - These Days.

Antes de mais nada, a notícia que deu luz a esse post [inútil]:

"Lost Highway, a mais recente turnê da banda Bon Jovi, foi encerrada com um lucro bruto de US$ 112,4 milhões, de acordo com a revista Billboard. A cifra dá ao grupo americano liderado por Jon Bon Jovi o posto de dono de uma das turnês mais lucrativas dos últimos tempos
(...)
A banda de New Jersey deixa para trás nomes como Spice Girls (que lucrou US$ 70 milhões em sua turnê de reunião), Miley Cyrus (US$ 45,4 milhões), Van Halen (US$ 40,2 milhões) e Jay-Z e Mary J. Blige (US$ 30.3 milhões).
Em entrevista à Billboard, Jon Bon Jovi disse que, com o fim da Lost Highway, ainda não tem novos planos para a banda.
"Eu não tenho certeza para onde ir: ou é um Greatest Hits Vol. 2, ou é a hora para um disco solo ou é hora de abandonar tudo?", disse o líder do Bon Jovi."

Quando estava na 8ª série (se não me falha a memória) conheci Bon Jovi por "All About Lovin' You" e "Misunderstood"(!). Um dia assistindo a um clipe, meu pai falou:

- Nossa! Esses caras ainda cantam?
- Ainda? PQ ainda? Eles cantam faz tempo?
- Ô... Eu ouvia quando era jovem.

Como eu achava o trampo dos caras meio fraco (Bounce é ruizin' que só, oh...), fui procurar o que meu pai "ouvia quando era jovem".
Foi aí que "descobri" Slippery When Wet (meu favorito!).
E não parei mais de ouvir. Uma vez que Bounce pra mim é o exemplo do que não se deve fazer com uma banda de 18 anos (à época), preferi conhecer os CDs mais antigos.

E como a foto sugere, Bon Jovi mudou. Mudou pra pior.
Não fazem mais músicas como antigamente... A voz do Jon não é mais a mesma e as melodias estão indo de mal a pior.
Eles têm músicas "impregnantes" como Livin' On A Prayer... Sambora devia estar bem puto quando gravou as guitarras "metralhadoras" de Raise Your Hands... E de onde veio a inspiração pro solo de guitarra de Dry County? E, claro... O que é aquela última faixa de New Jersey - Love For Sale (trêbados, drogados, acabados... espontâneos!)?
E por aí vai...

É como se [?] Bon Jovi 1984-1995 fosse uma banda e - aquilo que chamam de Bon Jovi - 2000-2008 fosse outra. Desde Crush, a banda que marcou a geração de 80', têm produzido CDs tépidos e, por que não, se sustentado da "história".
Mudar de nome pra lançar Crush, não teria sido má idéia.

(You want to) Make a Memory (do último álbum, Lost Highway) não chega nem perto das músicas que fizeram a história da banda.
Hoje parece uma "boy band" ou sei lá o quê.

Foram pioneiros do MTV Unplugged.
Já venderam 100 milhões de discos nos EUA e uns 170 milhões por todo o mundo.
Jon continua tendo o sorriso mais lindo do mundo (piegas, não?).
Sambora é o guita' bêbado que eu mais curto ver tocar.
Tico Torres tem um jeito só dele de sentar a mão na batera.

Mas... Talvez "abandonar" tudo não seja má idéia.

:.: Me odeio por isso, mas eu gosto do Bon Jovi!

sábado, 2 de agosto de 2008

Ah! Super-Homem


Conhece a origem do Super-Homem?
Bem resumido:

Biografia
O herói nasceu no planeta Krypton, com o nome Kal-El. Como seu pai, Jor-El, percebeu que Krypton iria ser destruído, colocou seu filho em uma nave em direção à Terra, sendo eles (os pais) proibidos de salvarem-se pelo Conselho Kryptoniano. A nave caiu na cidade de Smallville e o bebê foi adotado por Jonathan e Martha Kent e criado com o nome de Clark Kent. Sua adolescência é contada no gibi Superboy e no seriado de televisão Smallville. Ao crescer, Clark mudou-se para Metrópolis, onde passou a trabalhar como repórter no jornal Planeta Diário e a ter um relacionamento com sua companheira de trabalho, Lois Lane. Também assumiu sua identidade secreta, o Super-Homem, e ao menor sinal de emergência entra em uma cabine telefônica e se torna o herói.

Poderes
A suposta origem dos poderes do Super-Homem é a elevada gravidade de Krypton (em outras fontes, é o Sol). Suas principais habilidades são:

* Tem uma força quase infinita.
* Consegue voar.
* Tem invulnerabilidade
* Tem uma visão de raio-x e visão de calor.
* Tem super-audição.
* Tem hiper-velocidade.
* Tem super-sopro e sopro gelado.
* Consegue respirar no espaço e na água, por um tempo muito elevado.

O Super-Homem dos desenhos e dos filmes é assim. Mas existem outros "Super-Homens" por aí... E eles têm poderes diferentes do Clark. Não usam roupa azul, cueca e capa vermelha, têm:

* Um sorriso, que faz com que um dia cinzento e nublado fique mais claro do que o dia mais quente e ensolarado do ano
* Um olhar, que te faz andar nas nuvens, voar...
* Te fazem ficar completamente vulnerável
* Tem uma visão raio-x - enxergam seu interior
* Tem uma audição fora do normal, e ouvem tudo o que você tem a dizer (ainda que não precise!!)
* Fazem com que o seu coração pulse numa "hiper-velocidade"
* Conseguem te fazer perder a respiração...

E por aí vai...

Obs.: Não, a Quéren não está apaixonada (já esteve algum dia?). Esse texto foi produzido em agosto de 2005. Vai ver que na época havia alguma inspiração...

sábado, 26 de julho de 2008

Laços !


"- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- Que quer dizer "cativar"?
(...)
-É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços"...
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
(...)
[raposa] - Minha vida é monótona. (...) Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. (...)
- Por favor... Cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo.
(...)
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. (...) Se tu queres um amigo, cativa-me!"

Resumindo: o principezinho fez o que a raposa pediu... Cativou-a. E quando ele foi embora ela chorou.
E antes d'ele partir:

"- Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
(...)
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."

(O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry)

"Você é muito gente boa pra ter uma pessoa tão (...) assim".

Dê sua atenção a quem merece.
Invista (ao invés de perder) seu tempo pensando em algo que, realmente, valha a pena.
Contrarie a frase da Ana Carolina: "de tantas mil maneiras que eu posso ser, estou certa que uma delas vai te agradar". Que se dane... Seja você mesmo, se agradar ou não, seja você, sempre!
Dê importância àqueles que se importam com você, de verdade. Que sentem a sua falta. Que se preocupam com o seu bem estar.
Gaste tempo com quem você se diverte, com quem faz você sorrir. Naturalmente.
Não perca tempo tentando, inutilmente, divertir alguém ou fazê-lo sorrir. Superficialmente.
Dê valor àqueles que te fazem gostar deles. Àqueles que gastam tempo com você. Àqueles que se dedicam a você.
Ignore (!) aqueles que nunca fazem nada pra que você goste deles (se valorizá-los, vai torná-los arrogantes e prepotentes).
Ame a quem te ama.
Goste de quem gosta de você.
Quanto aos outros: não se preocupe. Eles encontrarão alguém...

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Sem vergonha !

:.:

Dá pra rua a janela do banheiro
Bem no ponto de ônibus
Cantor de banheiro
Ele não tá nem aí...
Solta o gogó em baixo do chuveiro.
É um sem vergonha!

:.:

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Aprenda!


Patético !

Não quero discutir se "O Aprendiz" é uma palhaçada-combinada para entreter pessoas que, como eu, não tenham nada para fazer às terças e quintas às 22h45.
Dito isto, prossigamos.

Quem já acompanhou as outras edições, especificamente, a 3ª se lembra de um babaca - Peter Collins, que "demitiu" Roberto Justus de sua vida, em uma das cenas mais ridículas da TV brasileira.

Eu não me lembro de, em edições brasileiras, termos dois aprendizes demitidos em um mesmo programa.
Pra mim isso só acontecia na terra do Tio Sam - na temporada em L.A., em que Donald Trump demitiu duas participantes - que sequer trabalharam juntas, já que as "equipes" eram três ou quatro duplas, e colocou o resto dos aprendizes pra correr da sala de reunião aos gritos de "Get out of here. Out! Out!"

E hoje, pra quem também perde tempo assistindo, acabamos de ver a petulante-arrogante-esnobe Sandra e a omissa-incompetente-medrosa Maura fuzilando o mestre Henrique Sucasas.
E não deu outra... Roberto Justus - que faz o que quer, quando quer, da maneira que quer, trocou duas mulheres infelizes e incompetentes por um Henrique auto-suficiente e grosseiro.

Talvez o papelão da Sandra hoje possa se igualar, em termos, ao prestado anteriormente por Collins - ambos tem o mesmo grau de ridicularidade.
O detalhe a ser considerado é que Henrique estava certo... Quer seja verdade ou não que ele tenha dito algo deste tipo, aquelas mulheres não manjam nada, haja visto termos, agora, só homens no programa.

Henrique me lembra um pouco o "vencedor" d'O Aprendiz 3, Anselmo - que sabia argumentar como ninguém. Fácil é se lembrar de Walter Longo "aconselhando" Justus a pensar duas vezes antes de contratá-lo, já que as idéias mais infelizes do programa partiram dele.
Pra que servem conselheiros mesmo?

Enfim, feliz foi Viviane Ventura - primeirA aprendiz, porque de lá pra cá, nunca mais apareceu alguém que honrasse o sexo feminino. Aplaudamos então Fábio Porcel, Anselmo, Tiago... E, agora, Henrique, Clodoaldo, Daniel, Hugo ou Danilo.