quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Lindezas


Depois de uma breve temporada entupindo-me de música brasileira, trair a Ana Carolina com o Seu Jorge e, por fim, acabar trocando os dois pela Paula Lima, voltei aos gringos.
Foi inevitável.
Fuçando em alguma comunidade do Orkut (sim, eu fuço muito nas comunidades lá. Viva o Rapidshare e os "upadores" de plantão!), deparei com um comentário do tipo: "Boxer do The National é lindo". Uma simples afirmação que um cidadão usou para responder a um tópico. Não sei se por causa do sono (quando li devia ser umas 2h30 da "manhã"), ou qualquer outro motivo, li a frase umas quatro vezes pra processar a informação.

lindo adj. 1 Agradável à vista; belo, formoso, bonito. 2 Garboso, elegante. 3 Delicado, primoroso. 4 Aprazível, agradável.

Não é o adjetivo que as pessoas costumam usar para se referir a um CD (pelo menos não as que eu conheço). Diz-se que o CD "é muito bom", os mais chulos (tipo eu) dizem que é "bem loko" e, quem elabora um pouco mais o comentário, vai mais fundo com "é um trabalho bem feito, bem produzido e blá blá blá".
Fui atrás de "Boxer do The National".
E é lindo!
Como não sou "crítica de música" (e essa não é a finalidade do post) vou me dispensar de comentar sobre o CD em si.

E o barítono Matt Berninger, me fez lembrar de um timbre "lindo" que eu ficava ouvindo há uns anos atrás, quando fui "apresentada" a ele no Ensino Médio, pela Luisa.
Fui atrás dele de novo: Tilo Wolff.
O vocal, os arranjos, o idioma. Baixei de novo.
Elodia é lindo.
"Ich verlasse heut dein herz" é linda.
Tilo Wolff... não é lindo. hahaha

Numa entrevista que Tilo Wolff deu antes de Lacrimosa vir ao Brasil (em 2004), ele disse:
"Eu descobri que algumas pessoas começaram a refletir mais sobre sua vida interior (introspecção) depois de ouvir o Lacrimosa. (...) Parece que o Lacrimosa ajuda com que (...) conheçam seus sentimentos".

Assim sendo, sigo em meu período ultra-introspectivo, com trilhas sonoras "lindas".

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Reflexos


Às 3h30 da madrugada ela encarava o espelho. Olhava-se profundamente.
Analisava os traços de beleza que ele tanto elogiava, mas que ela nunca tinha reparado.
Os olhos de um castanho bonito, as sobrancelhas bem feitas. O nariz beira a perfeição. E a boca, antes objeto de gracejos quando criança, agora mostrava-se em perfeita harmonia com o restante.
Sorriu. Admitiu a si mesma que as palavras dele eram verdadeiras. Ele era sincero.
Ficou ali parada. Admirando-se.
Na manhã seguinte andou de cabeça erguida pelas ruas. Olhou as pessoas nos olhos.
Sentia-se capaz. Poderosa. Poderia aventurar-se a conquistar o mundo. Mas nem precisava de tanto.
Bastava conquistá-lo, pois para ela, ele era seu mundo.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Epitáfio - o dos Titãs


Se tem uma letra de música que, hoje, me deprime é Epitáfio, dos Titãs.
Lembro que quando a música estava "nas paradas de sucesso", eu cantava ela no maior gosto. Até parar pra prestar atenção no que estava cantando... Não, eu não quero chegar em algum momento da minha vida e "poder" cantar Epitáfio, de verdade.

E aí eu tava sem nada pra fazer à 1h30 da "noite".
Acometida d'uma nostalgia, fui ouvir My Guitar Lies Bleeding In My Arms - Bon Jovi.
Bon Jovi me remete a uma fase bacana da minha vida.
Ou melhor, uma fase que era pra ter sido bacana. Mais do que, realmente, foi.

Bon Jovi foi rolando... E eu fui olhando algumas fotos (poucas) que restaram aqui no PC dos "bons tempos". E, poxa!, eles poderiam ter sido "ótimos tempos".

Mas que se dane.
Ainda não dá pra voltar no tempo (sim, um dia nós conseguiremos!), mas quando der, sei exatamente a qual época será minha "primeira viagem".

Amemos mais, choremos mais, vejamos o sol nascer.
Arrisquemos, erremos, façamos o que queremos fazer.
Aceitemos as pessoas como elas são...
Compliquemos menos, trabalhemos menos, vejamos o sol se pôr.
Importemo-nos menos com problemas pequenos, morramos de amor...
Aceitemos a vida como ela é...

E não tenhamos motivos pra cantar "Epitáfio" com gosto, deixa isso pr'os Titãs!