Há sete ou oito anos tive um amigo desses por quem a gente nunca se interessaria, e que nunca conseguiria "descobrir" uma beleza escondida por óculos e cabelos mal cuidados.Amigos imprescindíveis, do sexo oposto...
A quem você não tem vergonha de contar frustações, dividir paixões, pedir conselhos e fazer perguntas.
Certa feita, cumprindo seu papel de amigo-do-sexo-oposto-orelhão-e-conselheiro, ele estava me ajudando a escrever algo para minha "paixonite".
A gente deve ter passado uns três dias nessa tarefa.
Não saiu nada decente, a "paixonite" passou e eu nunca entreguei "escrito" algum.
Me lembro claramente de uma sugestão sua:
"Ah... põe assim oh: passo noites em claro pensando em você..."
Àquela época franzi a testa e depois soltei uma gargalhada.
Não abriria mão de uma noite preciosa de sono para ficar pensando em alguém.
Hoje, meus bocejos e o sono durante o dia inteiro atestam:
O que ele me disse faz todo o sentido!

