domingo, 1 de dezembro de 2013



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É dezembro de novo.
Em breve um novo ano novo.
Permaneço indignada.
Feliz indignada.
A vida mudou.
E continuo cansada.
O ano que era próximo tornar-se-á passado,
O passado não deixou saudades.
O ano foi novo,
Trouxe o novo, respirou o novo.
A vida é nova.
A vida é.

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sexta-feira, 29 de março de 2013


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Às vezes nem parece que existem no mundo 7 bilhões de pessoas.

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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Before I die...




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O moço de 19 anos, amigo e filho, sofreu um acidente de moto. Após um tempo considerável de internação, voltou pra casa e faleceu uns dias depois.
A moça de 26 anos estava no metrô, indo ou vindo, quem sabe, quando passou mal e faleceu.
O menino de 20 anos estava comemorando a chegada do novo ano e, subitamente, faleceu. Deixou na barriga de sua namorada a filha, que em 1 mês nascerá já órfã.
Na madrugada do último domingo, 231 jovens se divertiam. Sem que houvesse tempo pra entender, foram invadidos pela fumaça e faleceram.

Meu avô materno foi diagnosticado, perto dos 60 anos (acho!), com câncer. Superou o tempo de vida dado pelo médico, mas um dia foi para o hospital e, de lá, nunca mais voltou.
Uma tarde eu estava em casa, assistindo TV, e o telefone tocou. Quando atendi, perguntaram pelo meu pai. Depois fiquei sabendo que era da polícia de Mogi das Cruzes, procurando parentes do meu avô paterno que havia morrido por lá fazia um tempo.

Para o meu avô doente, houve na família, o que a psicologia chama de "elaboração de luto". Sabíamos que ele não venceria a doença e a hora da partida chegaria. E mesmo assim, choramos.
Não convivi com meu avô paterno, mas saber que foi encontrado morto no meio do mato me chocou um pouco, na época.
Eles eram velhos.
O moço de 19 anos, que andava de moto, não se formou na faculdade. A de 26 não teve tempo de casar-se e ter filhos. O menino de 20 nunca conhecerá o rosto de sua filha.
Dentre os 231 jovens que foram vítima do incêndio em Santa Maria/RS, a maioria tinha menos de 25 anos. Vi alguns rostos, em fotos divulgadas pela imprensa: sorridentes, bonitos, saudáveis, casais apaixonados.
Na tragédia, não existe culpado. Os donos da boate não são culpados, nem a banda que usava efeitos pirotécnicos. Os jovens não são culpados por estarem lá. Deus não é culpado, nem o diabo.
Conhecia o rapaz de 19 anos e a moça de 26, o de 20 e os 231 de Santa Maria não.
Não estou indignada com o ocorrido, nem revoltada com falta de fiscalização ou qualquer outra coisa.
Estou triste.
Triste porque esses jovens não vão se formar, não terão filhos, não vão mais sorrir nas fotos e foram enterrados por seus pais.
Estou triste pelos pais. Alguns comemoraram a aprovação dos filhos em uma universidade federal, despediram-se do filho bonito e vivo e foram buscar seu corpo em um ginásio mal cheiroso ontem, para enterrar.

Como nós, que não temos nada a ver com a tragédia, iremos sobreviver?
Hoje foi um dia de trabalho comum. Nossa rotina não mudou.
E, talvez, esse seja o nosso maior erro.
A nossa vida não precisa parar por causa da dor dos outros.
Mas precisamos aprender com ela.
A vida não tem sentido, a menos que consigamos dá-la um.
Dizem que "para morrer, basta estar vivo".
E se começássemos então a viver?
Despejar o entulho. Atentar às coisas pequenas. Demonstrar mais sentimentos.
E se perdêssemos o medo de viver?
Arriscar mais, correr mais, curtir mais.
Não precisamos de uma lista de coisas a fazer "antes de partir", quando estivermos próximos ao fim da vida.
Podemos começá-la agora.

O mundo não precisa de falsidade, nem de falso moralismo ou de revolta infundada.
O mundo precisa de gente que vive, porque sobreviver não é uma opção.

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sábado, 19 de janeiro de 2013

Baile de máscaras



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"Life's a masquerade filled with so many faces
Faces that aren't so real
Hearts that really can not feel"

A vida é um baile de máscaras.
A face que você vê é real?
O sorriso na foto é verdadeiro?
Aquele coração sente?

A vida é um baile de máscaras.
A face que você vê não é real,
O sorriso fotografado é mentira
Aquele coração não sabe sentir.

A vida é um baile de máscaras,
Trocar todo dia,
Exercitar o sorriso,
Fingir sentir algo.

A vida é um baile de máscaras,
Que finda com a morte,
Que é real
E então não fingimos,
Nem sentimos,
Não vivemos.

A vida é um baile de máscaras,
Exigente, ingrata, infeliz.

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